Qual era a realidade em 1996 quando Paulo Freire escreveu sua obra "Pedagogia da Autonomia"?
Vivíamos em um mundo em plena expansão global, cercada por incertezas. No Brasil, o massacre de Eldorado dos Carajás trazia incerteza e medo para os movimentos sociais, tão presentes na vida e obra de Paulo Freire. Talvez o ambiente pesado da época tenha sido a inspiração para esta obra. Talvez a visão humanista que sempre foi a marca de Paulo tenha-o motivado a escrever. Mas como toda sua biografia, a grande mensagem do patrono da Educação Brasileira foi a de sempre: A Ética, o amor pelo ofício e a raiva as injustiças.
Mais de 20 anos após a publicação desta obra não podemos dizer que as coisas são as mesmas. O oprimido ainda é oprimido, mas não mais um oprimido silencioso. A concepção de educação bancária duramente criticada é uma realidade, mas vem diminuindo e é claro que em país desigual como o nosso, transformações são lentas, talvez mais lentas do que a história universal costuma contar. Mas o certo é que a obra de Paulo Freire influenciou e influencia toda uma geração de pedagogos, e aqui chamo de pedagogos todos que de alguma forma são responsáveis pela educação de crianças, jovens e adultos. A bondade na obra de Paulo Freire jamais passará despercebida por quem a toca-la.
No que se refere a atividade e construída em aula, o tema a mim conferido foi o capítulo 1.8, "Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática". Neste capítulo o autor discute a importância dos educadores na reflexão da prática de educar e de como a crítica ou auto crítica é importante para o sucesso da missão a eles conferidas. Reflexão foi a palavra chave por mim escolhida nesta atividade.

* Referência(s): FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011.


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